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Mulheres Solares

É notório que as mulheres tem um interesse menor que os homens na área de energia! Uma pesquisa um pouco mais demorada pelos vídeos do youtube nos faz constatar que as mulheres praticamente não se envolvem nesse assunto. Sem entrar muito nas diferenças entre o homem e a mulher e em questões feministas, é consenso que o interesse das mulheres

ppé maior em trabalhos que envolvem mais sua sensibilidade, como artesanato, beleza, escrita etc. Eu também não sou diferente, mesmo assim resolvi lançar-me numa área mais técnica pois via que tinha habilidade diferenciada em exatas. Porém sinto na pele a dificuldade de entender certos conceitos técnicos que para os homens são abstraídos com rapidez. É ilusão pensar que podemos ser iguais em tudo.

Porém, a visão feminina muitas vezes vai além da masculina de maneira que ambas podem ser complementares; nós somos são capazes igualmente de interpretar um projeto e colocá-lo em execução, da nossa forma. Não foi a toa que consegui concluir, em universidade federal, um curso de engenharia que para muitos é estranho ser feito por mulher, e inclusive estava entre as melhores. Resolvi não ver essa barreira das mulheres com conceitos técnicos como uma dificuldade, afinal, não preciso trabalhar sozinha e no que eu tiver dificuldade sei que posso contar com ajuda de excelentes profissionais, principalmente eletricistas que tem uma habilidade impressionante.

A ideia de trabalhar com energia solar para mim veio diante da demanda que temos ouvido diariamente, mas confesso que fiquei preocupada se realmente daria certo pois eu teria que colocar a mão na massa, ou seja, subir nos telhados, carregar peso, montar quadros de energia etc. Inclusive até cheguei a desabafar num grupo de facebook de instaladores, e as pessoas foram bem compreensivas e receptivas. Descobri várias engenheiras que trabalham com isso, e me incentivaram a continuar (com exceção de uma que falou comigo inbox, que concordava que era difícil). Comprei os EPIs, comecei a fazer os cursos necessários, e sei que sou capaz de exercer minha profissão que demorei tantos anos para conseguir.

Acho positivo atualmente essa oportunidade que as mulheres têm de mostrarem-se capazes de exercer esse tipo de profissão, e concordo com o incentivo. Mas o conceito atual de empoderamento feminino dá uma ideia de que as mulheres tem um papel igual aos dos homens na sociedade, inclusive no que diz respeito ao cuidado com os filhos, e por isso não gosto muito. Ainda que sejamos capazes de trabalhar normalmente, não é justo considerar o papel materno como secundário, pois o outro papel, de profissional, deveria estar em função deste, quando a mulher tem filhos, pois exige de nós muito mais que apenas o sustento (quem é mãe sabe!).

De qualquer maneira, estou muito animada para trabalhar nesta área e tenho contado com muito apoio e incentivo de familiares e amigos, e espero de todos a confiança para um trabalho que será desempenhado com muita atenção e propriedade!

Atenciosamente,

Eng. Amanda Lima

31/01/19

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